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Case 03 · Content First · Design Conversacional
grande instituição financeira nacional · Conversational AI Designer · 2020/2022

Seguros: Content First do zero

Como projetamos um assistente virtual de seguros antes de qualquer tela, definindo intenção, resultado esperado e encenando a conversa antes de escrever uma linha de fluxo.

Content FirstNovo produtoDesign ConversacionalJornada
Elementos ficcionalizados para proteger a confidencialidade: nome da empresa e detalhes do sistema. O processo de Content First, a metodologia e as decisões de design são reais.
01: O contexto
Diagrama do processo Content First

O processo Content First

A instituição estava lançando seu primeiro assistente virtual de seguros. Sem histórico, sem fluxos herdados, sem legado para respeitar. Uma folha em branco e uma oportunidade para fazer do jeito certo desde o começo.

O objetivo era entregar um atendimento completo: da contratação até a ativação do sinistro. E ser melhor que os concorrentes já no lançamento.

A decisão mais importante que tomamos foi não começar pelo fluxo. Começamos pela intenção do usuário e pelo resultado que queríamos entregar. O fluxo veio depois, como consequência.

02: Intenção e resultado primeiro
Intenção do usuário
Quer um seguro que caiba no orçamento
Estado mental: incerteza sobre cobertura, medo de pagar mais do que precisa, dúvida sobre o que está comprando de fato.
Resultado esperado
Seguro contratado
Com a pessoa entendendo o que está levando, confiante na escolha e sem dúvidas que gerem arrependimento depois.
03: Mapeando os dois lados

Uma boa jornada de seguros precisa satisfazer dois objetivos ao mesmo tempo: o que o segurado precisa e o que a seguradora precisa saber para oferecer o produto certo.

Objetivos do segurado
Ter um seguro que funcione quando precisar
Encontrar uma opção que caiba no orçamento
Não se preocupar com imprevistos
Objetivos da seguradora
Conhecer o perfil do cliente
Oferecer o seguro mais adequado ao perfil
Entregar a melhor opção dentro do orçamento

Quando os dois lados estão claros, a conversa se projeta quase sozinha. Você sabe o que perguntar, em que ordem e por quê.

04: Da encenação à jornada
Árvore de decisão do assistente de seguros

A intenção define o caminho

Antes de escrever o fluxo formal, encenamos a conversa como se fosse real. Essa etapa revelou lacunas que o fluxo formal não teria mostrado: perguntas que o segurado faz fora de ordem, informações que ele assume que o assistente já sabe.

Com a encenação validada, transformamos os passos em uma jornada estruturada. Sempre partindo da intenção do usuário e garantindo que cada etapa tinha uma razão clara de existir.

01
Intenção do usuário
02
Valores e opções
03
Forma de pagamento
04
Benefícios do seguro
05
Seguro contratado

Cada etapa da jornada foi construída a partir da encenação, não o contrário. O conteúdo ditou a estrutura, não a estrutura ditou o conteúdo.

05: Decisões de design
Por que começar pela intenção e não pelo fluxo?
Fluxos projetados sem intenção clara tendem a ser completos para quem os criou e confusos para quem usa. Quando você começa pela pergunta sobre o que a pessoa quer e o que significa ter entregado bem, o fluxo se torna uma consequência, não um ponto de partida.
Para que serve a encenação antes do fluxo?
A encenação simula o caos real de uma conversa: perguntas fora de ordem, informações assumidas, contextos não previstos. Um fluxo formal esconde esses problemas porque está organizado demais. A encenação os expõe antes que o usuário real os encontre.
06: O aprendizado

Quando você tem uma folha em branco, a tentação é começar a preencher. A decisão mais difícil e mais valiosa é resistir a essa tentação e fazer as perguntas certas antes de escrever qualquer coisa.

Samantha Barreto