A Niara, do Case 01, me ensinou que personalidade muda métrica. Seis anos depois, repeti o método do zero, agora sem cliente, sem comitê e sem desculpa. A assistente era minha e o padrão de qualidade também.
A mesma persona, dois registros: pessoal e profissional
Uma persona, dois contextos. No Telegram, a Aurora é minha assistente pessoal: efusiva, íntima, cheia de emoji. No portfólio, ela recebe recrutadores e clientes em potencial.
O problema de design era manter a mesma identidade trocando o registro, porque tom de voz não é fantasia fixa. É sistema que se adapta ao contexto.
Como a Aurora se imagina.
- Persona e atributos de voz priorizados: clara, acolhedora, direta, levemente bem-humorada.
- Regras duras por registro: no portfólio, máximo de um emoji e um ponto de exclamação por conversa.
- Linguagem inclusiva por reescrita.
- Fundamentação no Método Comunica Simples e na norma ABNT NBR ISO 24495-1.
- Avaliação por critérios explícitos: cada mensagem foi revisada com base em diretrizes de Linguagem Simples e no critério central de que a assistente deve ajudar a pessoa a avançar, não chamar atenção para si.
- Próximo passo planejado: teste de compreensão com pessoas reais, pelo método das duas cores, antes da publicação final.
O guia virou um arquivo versionado no repositório, TOM-DE-VOZ-AURORA.md, que governa o conteúdo da conversa. O resultado está vivo na primeira tela deste portfólio.
↻ Voltar ao início e conversar com a AuroraNiara e Aurora, lado a lado
Niara, 2020
- Bot corporativo de RH
- NLU por intenções
- Comitês e mais de 40h de testes de conteúdo
- Mais de 600 colaboradores ouvidos
Aurora, 2026
- Assistente própria com IA generativa
- Guia de tom como artefato de governança
- Dois registros por contexto
O que não mudou: intenção antes de canal, personalidade definida antes de qualquer fluxo, decisão validada com gente de verdade.
Para o contexto completo da Niara, veja o Case 01. Para a arquitetura da Aurora, veja o Case 08.
Personalidade de assistente não é um documento que se escreve uma vez. É um sistema que precisa sobreviver à troca de contexto. Se a voz só funciona em um canal, ela ainda não é uma voz, é um roteiro.
Samantha Barreto